sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Le Château Versalles

Pois chegamos ao Château de Versailles ou Palácio de Vesalhes, um dos grandes sonhos da Judite. Desde 1682, quando Luís XIV se mudou de Paris, até a família Real ser forçada a voltar à capital em 1789, a Corte de Versalhes foi o centro do poder do Antigo Regime na França. Ou seja, Versalhes foi a capital da França de 1682 a 1789, sob mando de Luís XIV e depois Luís XV.



Luís XIV, que se auto-denominava  "Rei-Sol", foi o monarca que impulsionou o Absolutismo no Ocidente, exercendo-o no seu Reino de França e sobre os lugares de suas guerras de conquistas. Absolutista por excelência, não aceitava decisões alheias, seja do Parlamento, seja dos seus conselheiros e costumava expressar "L'État c'est moi" (O Estado sou Eu).


Organizou a etiqueta da vida cortesã em um modelo que os seus descendentes seguiram à risca. Outro traço marcante é o fato de ele ter lançado a moda do uso de elaboradas perucas, costume que se prolongou por no mínimo 150 anos nas cortes europeias e nas colônias do Novo Mundo. Construiu o Palácio dos Inválidos e o luxuoso Palácio de Versalhes. Gostava de desenhar, especialmente os móveis e ornamentos do seu palácio, assim como a louçaria, a qual mandava elaborar em ouro, prata e finíssima porcelana, fazendo surgir o Modelo Luís XIV e a Etiqueta Palaciana, ambos de rigor extremo. Tamanho era o rigor, que fez instalar próximo ao palácio a Manufacture Royale des Meubles de la Couronne (Manufatura dos Móveis da Coroa), na qual uma equipe de muitos arquitetos e desenhistas aprimoravam seus desenhos (rabiscos).





Versalhes foi e continua
sendo o
maior palácio do mundo








O Palácio de Versalhes possui 700 quartos, 1.250 lareiras, 2.153 janelas,
67 escadas, 352 chaminés, e 700 hectares de parque.


O Palácio de Versalhes é o segundo em quantidade de ouro, somente atrás do Palácio de Schonbrunn (Schloss Schonbrunn), de Sissi, a Imperatriz.

   Incluem-se aí as grades frontais de Versalhes, esculpidas em ouro.








É um dos pontos turísticos mais visitados de França. Recebe em média oito milhões de turistas por ano. Centenas de ônibus e vãs com turistas nos pontos de estacionamento diariamente.




 

Construído pelo rei Luís XIV, o "Rei Sol", a partir de 1664,
foi por mais de um século modelo de residência real na Europa,
e por muitas vezes foi copiado. 



O palácio está cercado por uma grande área de jardins, uma série de plataformas simétricas com canteiros, estátuas, vasos e fontes trabalhados, projetados por André Le Nôtre. 













Como o parque é grande,
um trem envidraçado
faz um passeio entre os monumentos




Frente ao Palácio, uma estátua de Luís XIV,
a qual ele mesmo mandou construir em SUA homenagem.
Convém lembrar que ele próprio se intitulou "Rei Sol"
A seguir, algumas fotos dos jardins do Palácio:

























Estátuas e monumentos espalham-se pelos jardins e,
como o Rei Sol era grande aficcionado por caça,
muitos são os que retratam animais caçados.
São tantos os monumentos no jardim que resolvi fazer um arquivo no Picasa.
Então, se quiser vê-los, acesse estes endereços.
Observação: Em alguns computadores abre um dos endereços, em outros, outro endereço. Então, se não abrir com um, experimente o outro. 







Galeria dos Espelhos

Salão dos Espelhos,
onde se assinou o
Tratado de Versailles
que pôs fim à 1ª
Gerra Mundial













Galeria dos Espelhos. O mais espetacular salão de festas do palácio de Luís XIV


Depois de permanecer fechado para reformas por três anos, o Salão dos Espelhos,
a mais famosa obra-prima da arquitetura renascentista francesa reabriu em junho de 2007. Desde então, foi visitado por centenas de milhares de pessoas. E não é para menos.
Com mais de 74 metros de comprimento, o salão foi criado por Jules Hardouin-Mansart, para absolutista Luís XIV,
o Rei Sol.
Inaugurado em 1681, o espaço foi concebido para ser o mais espetacular aposento do Palácio de Versailles, usado nas cerimônias importantes da corte.
O nome faz referência aos 375 espelhos que cobrem a parede do fundo do Salon. Opostos às 17 enormes janelas, eles refletem a luz do sol e as paisagens dos jardins de Versailles.
Na época em que foram fabricados, os espelhos eram uma maravilha da ciência e da arte. Eles simbolizaram também o descaso da monarquia absolutista francesa para com o povo. A fumaça liberada pelo mercúrio, usado na fabricação dos espelhos, envenenava os trabalhadores. Muitos morreram para criar o luxo de Versailles.
O palácio, com os seus jardins, museus e pequenos palácios espalhados pelo parque, está aberto aos visitantes.
Na área externa, estão 800 empregados para a sua manutenção e gestão.

ORIGEM DO PALÁCIO DE VERSAILLES
Em 1624, Luís XIII ordenou a construção de um palácio de caça na localidade denominada Versailles (Chasse Palais du Roi). Não era um grande palácio, pois que o rei ali se hospedava apenas no curto período de caça.

Era desejo de Luís XIV criar um centro para a Corte Real. Assim, em 1669, Luís XIV resolveu emigrar de Paris para o interior da França, onde queria um palácio que refletisse toda sua exuberância e pomposidade. Daí, escolheu o pequeno Palácio de Caça construído por Luís XIII, o qual faria ampliar e decorar a seu gosto. Daí, com início em 1669, o arquiteto Louis Le Vau e o paisagista André Le Nôtre, começaram uma renovação detalhada do palácio. 



A primeira providência ordenada foi construir o Apartamento do Rei (Appartement du Roi), visto que Luís XIV acompanhava os detalhes da obra pessoalmente e no local.








Ao mesmo tempo em que se construía seu local de repouso do meio dia
(chambre de repos de midi)








Em seguida a

Capela do Grande Apartamento Real (Chapelle du Grand Appartement du Roi)






















Seguiu-se a Primeira Galeria de Caça Real,
outras vieram













As obras prosseguiram, e com elas as escadarias do
Grande Palácio de Versailles.
14 escadarias principais e
70 secundárias.