Luís XIV, que se
auto-denominava "Rei-Sol", foi
o monarca que impulsionou o Absolutismo no Ocidente, exercendo-o no seu Reino
de França e sobre os lugares de suas guerras de conquistas. Absolutista por
excelência, não aceitava decisões alheias, seja do Parlamento, seja dos seus
conselheiros e costumava expressar "L'État c'est moi" (O
Estado sou Eu).
Organizou a etiqueta da vida cortesã em um modelo que os seus descendentes seguiram à risca. Outro traço marcante é o fato de ele ter lançado a moda do uso de elaboradas perucas, costume que se prolongou por no mínimo 150 anos nas cortes europeias e nas colônias do Novo Mundo. Construiu o Palácio dos Inválidos e o luxuoso Palácio de Versalhes. Gostava de desenhar, especialmente os móveis e ornamentos do seu palácio, assim como a louçaria, a qual mandava elaborar em ouro, prata e finíssima porcelana, fazendo surgir o Modelo Luís XIV e a Etiqueta Palaciana, ambos de rigor extremo. Tamanho era o rigor, que fez instalar próximo ao palácio a Manufacture Royale des Meubles de la Couronne (Manufatura dos Móveis da Coroa), na qual uma equipe de muitos arquitetos e desenhistas aprimoravam seus desenhos (rabiscos).
Versalhes
foi e continua
sendo o
maior palácio do mundo
O Palácio de
Versalhes possui 700 quartos, 1.250 lareiras, 2.153 janelas,
67 escadas, 352 chaminés, e 700 hectares de parque.
O Palácio de Versalhes é o segundo em quantidade de ouro, somente atrás do Palácio de Schonbrunn (Schloss Schonbrunn), de Sissi, a Imperatriz.
Incluem-se aí as grades frontais de Versalhes, esculpidas em ouro.
Construído pelo rei Luís XIV, o "Rei
Sol", a partir de 1664,
foi por mais de um século modelo de residência
real na Europa,
e por muitas vezes foi copiado.
O palácio está cercado por uma grande área de jardins, uma série de plataformas simétricas com canteiros, estátuas, vasos e fontes trabalhados, projetados por André Le Nôtre.
Como o parque é grande,
um trem envidraçado
faz um passeio entre os monumentos
Frente ao Palácio, uma estátua de Luís XIV,
a qual ele mesmo mandou construir em SUA homenagem.
Convém lembrar que ele próprio se intitulou "Rei Sol"
Convém lembrar que ele próprio se intitulou "Rei Sol"
A seguir, algumas fotos dos jardins do Palácio:
Estátuas e monumentos espalham-se pelos jardins e,
como o Rei Sol era grande aficcionado por caça,
muitos são os que retratam animais caçados.
São tantos os monumentos no jardim que resolvi fazer um arquivo no Picasa.Então, se quiser vê-los, acesse estes endereços.
Observação: Em alguns computadores abre um dos endereços, em outros, outro endereço. Então, se não abrir com um, experimente o outro.
Galeria dos Espelhos
Salão dos Espelhos,
onde se assinou o
Tratado de Versailles
que pôs fim à 1ª
Gerra Mundial
Galeria dos
Espelhos. O mais espetacular salão de
festas do palácio de Luís XIV
Depois
de permanecer fechado para reformas por três anos, o Salão
dos Espelhos,
a mais famosa obra-prima da arquitetura
renascentista francesa reabriu
em junho de 2007. Desde então, foi visitado por centenas de milhares de
pessoas. E não é para menos.
Com mais
de 74 metros de comprimento, o salão foi criado por Jules Hardouin-Mansart,
para absolutista Luís XIV,
o Rei Sol.
Inaugurado em 1681, o espaço foi concebido para ser o mais espetacular aposento
do Palácio de Versailles,
usado nas cerimônias importantes da corte.
O nome
faz referência aos 375 espelhos que
cobrem a parede do fundo do Salon. Opostos às
17 enormes janelas, eles refletem a luz do sol e as paisagens dos jardins de
Versailles.
Na época
em que foram fabricados, os espelhos eram uma maravilha da ciência e da arte.
Eles simbolizaram também o descaso da monarquia absolutista francesa para com o povo. A fumaça
liberada pelo mercúrio, usado na fabricação dos espelhos, envenenava os
trabalhadores. Muitos morreram para criar o luxo de Versailles.
O palácio,
com os seus jardins, museus e pequenos palácios
espalhados pelo parque, está aberto aos visitantes.
Na área externa, estão 800 empregados
para a sua manutenção e gestão.
ORIGEM DO PALÁCIO DE VERSAILLES
Em 1624, Luís XIII ordenou a construção de um palácio de caça na localidade denominada Versailles (Chasse Palais du Roi). Não era um grande palácio, pois que o rei ali se hospedava apenas no curto período de caça.
Era desejo de Luís XIV criar um centro para a Corte Real. Assim, em 1669, Luís XIV resolveu emigrar de Paris para o interior da França, onde queria um palácio que refletisse toda sua exuberância e pomposidade. Daí, escolheu o pequeno Palácio de Caça construído por Luís XIII, o qual faria ampliar e decorar a seu gosto. Daí, com início em 1669, o arquiteto Louis Le Vau e o paisagista André Le Nôtre, começaram uma renovação detalhada do palácio.
A primeira providência ordenada foi construir o Apartamento do Rei (Appartement du Roi), visto que Luís XIV acompanhava os detalhes da obra pessoalmente e no local.
Ao mesmo tempo em que se construía seu local de repouso do meio dia
(chambre de repos de midi)
Em seguida a
Capela do Grande Apartamento Real (Chapelle du Grand Appartement du Roi)
Seguiu-se a Primeira Galeria de Caça Real,
outras vieram
As obras prosseguiram, e com elas as escadarias do
Grande Palácio de Versailles.
14 escadarias principais e
70 secundárias.











